AGRONEGÓCIO

Brasil deve reduzir importação de fertilizantes em até 12% mesmo com aumento da área plantada

A importação de fertilizantes pelo Brasil deve recuar mais de 10% em 2026, mesmo diante da expectativa de crescimento da…

A importação de fertilizantes pelo Brasil deve recuar mais de 10% em 2026, mesmo diante da expectativa de crescimento da área cultivada na safra 2026/27. A projeção é que o país importe entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas neste ano, volume próximo ao registrado em 2023 e inferior ao recorde de 45,5 milhões de toneladas alcançado em 2025.

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A estimativa foi apresentada durante o Mercado & Cia, que destacou os impactos dos preços elevados dos fertilizantes sobre as decisões dos produtores rurais.

De acordo com a análise, a área cultivada no Brasil deve se aproximar de 85 milhões de hectares no ciclo 2026/27, ante cerca de 84 milhões de hectares na temporada anterior. Apesar da expansão, o consumo de fertilizantes não deve acompanhar o crescimento da produção agrícola.

O cenário chama a atenção principalmente pela elevada dependência brasileira do mercado internacional. Atualmente, entre 80% e 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna os custos de produção especialmente sensíveis às oscilações dos preços internacionais.

Até setembro, os dados parciais apresentados pelo programa indicavam aproximadamente 27 milhões de toneladas importadas. Para alcançar a projeção de 40 milhões a 41 milhões de toneladas até dezembro, o Brasil precisaria manter, nos últimos meses do ano, um ritmo de importações semelhante ao observado no mesmo período de 2025.

Preços elevados pressionam produtores

A principal explicação apontada para a redução das importações é o encarecimento dos fertilizantes. As tensões geopolíticas e os conflitos internacionais têm pressionado os preços dos insumos, aumentando os custos da atividade agrícola.

Diante desse cenário, os produtores buscam alternativas para preservar a rentabilidade. Entre as estratégias estão a redução das quantidades aplicadas e a adoção de técnicas que permitam aproveitar melhor os nutrientes disponíveis.

Uma dessas alternativas é a aplicação de fertilizantes em taxa variável, tecnologia que permite distribuir os insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade.

A realização de análises de solo também ganha importância, pois ajuda a identificar as áreas que realmente precisam de adubação e a definir as quantidades adequadas para cada situação.

Com isso, o produtor pode reduzir desperdícios e otimizar os investimentos, sem necessariamente realizar cortes uniformes na adubação de toda a lavoura.

A expectativa é de que o Brasil encerre 2026 com uma área cultivada maior, mas com um volume de fertilizantes importados significativamente inferior ao do ano passado. O movimento evidencia a preocupação dos agricultores com os custos de produção e a busca por maior eficiência no uso dos insumos.

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Perguntas frequentes

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Diego Freitas

Diego Freitas

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