INTERNACIONAL
Eleitores dos EUA querem que Congresso priorize custo de vida e fim da guerra no Irã
A diminuição do custo de vida e o fim da guerra contra o Irã são as principais prioridades dos eleitores…

A diminuição do custo de vida e o fim da guerra contra o Irã são as principais prioridades dos eleitores americanos para o próximo Congresso, independentemente do resultado das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo uma pesquisa AP-Norc divulgada nesta quinta-feira (22). O levantamento mostra que a maioria dos eleitores de ambos os partidos prefere que os parlamentares se concentrem nessas questões, em vez de priorizar o apoio à agenda do presidente Donald Trump ou investigações sobre seu governo.
Aproximadamente oito em cada dez eleitores registrados consideram a redução do custo de vida uma das maiores prioridades da próxima legislatura, enquanto aproximadamente sete em cada dez defendem que o Congresso dê prioridade ao fim do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro. Em comparação, quatro em cada dez querem que as investigações sobre o governo Trump recebam atenção prioritária, e apenas dois em cada dez dizem o mesmo sobre o apoio à agenda do presidente.
Outras questões aparecem em segundo plano, conforme mostrou o levantamento. Cerca de metade dos eleitores considera prioritárias a redução do déficit orçamentário e a busca de acordos entre democratas e republicanos. Enquanto isso, quatro em cada dez defendem a aprovação de novas leis para regulamentar a inteligência artificial (IA), enquanto três em cada dez querem que o Congresso priorize o fim da ajuda militar americana a Israel.
A pesquisa também revela diferenças significativas dentro dos dois partidos, especialmente entre eleitores moderados e aqueles mais identificados com suas alas ideológicas.
Entre os democratas que se identificam como apoiadores do socialismo democrático, investigações contra presidente têm um apelo particularmente forte. Aproximadamente três quartos desse grupo defendem que o Congresso priorize as investigações, em comparação com pouco menos da metade dos democratas que não se identificam com essa corrente.Os socialistas democráticos também demonstram maior apoio ao fim da ajuda militar a Israel.
Maioria dos eleitores americanos deseja redução do custo de vida e fim da guerra com Irã
AP/Ellen Schmidt
Já entre os republicanos, o apoio à agenda de Trump também não aparece como prioridade para a maioria dos eleitores. Apenas cerca de quatro em cada dez afirmam que o próximo Congresso deveria colocar os objetivos do presidente entre suas principais funções.
A diferença é mais acentuada quando os republicanos são divididos entre apoiadores e não apoiadores do movimento Make America Great Again (MAGA), associado a Trump.
Nesse caso, cerca de seis em cada dez republicanos ligados ao MAGA defendem que o Congresso priorize a agenda presidencial. Entre os republicanos que não se identificam com o movimento, a proporção cai para aproximadamente dois em cada dez.
Apesar dessa divergência, os dois grupos de republicanos apresentam posições semelhantes em relação às principais preocupações nacionais. Pelo menos metade dos republicanos, independentemente de sua identificação com o MAGA, quer que o Congresso se concentre na redução dos custos, no fim da guerra contra o Irã e na diminuição do déficit federal.
A pesquisa AP-Norc foi realizada entre 8 e 12 de outubro, com 1.119 adultos americanos. A margem de erro para o conjunto dos entrevistados é de 3,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O Capitólio dos Estados Unidos é visto em Washington, D.C.
REUTERS/Nathan Howard
Fonte: Valor Econômico
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Eleitores dos EUA querem que Congresso priorize custo de vida…”?
- A diminuição do custo de vida e o fim da guerra contra o Irã são as principais prioridades dos eleitores americanos para o próximo Congresso, independentemente do resultado das eleições legislativas de 3 de novembro, segundo…
- Por que Internacional importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Internacional. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato ESG?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato ESG, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://esg.estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://esg.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://esg.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato ESG?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://esg.estrato.cc/metodologia/, https://esg.estrato.cc/etica-editorial/ e https://esg.estrato.cc/politica-editorial/.
- Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
- Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://esg.estrato.cc/