INTERNACIONAL
Arrecadação federal sobe para R$ 239 bilhões em setembro, novo recorde para o mês
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro deste ano, informou…

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 239,4 bilhões em setembro deste ano, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal.
O resultado representa um aumento real de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 226,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).
➡️O valor também é o maior já registrado para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.
➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo e, também, com a alta no preço do petróleo.
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Relembre alguns aumentos de impostos ao longo do terceiro mandato do presidente Lula:
alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;
reoneração gradual da folha de pagamentos;
fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
alta na tributação dos juros sobre capital próprio.
➡️Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como “royalties” e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.
Parcial do ano
Nos nove primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,35 trilhões — sem a correção pela inflação.
Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,38 trilhões de janeiro a setembro, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 2,23 trilhões.
➡️O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período.
Meta fiscal em 2026
Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.
Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.
Recorde na arrecadação também foi puxado pela tributação sobre o petróleo, cujo preço está em alta.
Petrobras/Divulgação
Fonte: G1 Economia
Perguntas frequentes
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