CRIPTOMOEDAS

Republicanos não conseguem votos para avançar com o Clarity Act nos EUA

Senadores republicanos não conseguiram reunir mais de 60 votos para avançar com o Clarity Act, projeto de lei que visa…

Senadores republicanos não conseguiram reunir mais de 60 votos para avançar com o Clarity Act, projeto de lei que visa trazer clareza regulatória para o mercado de criptomoedas.

No total, apenas 49 votos foram a favor do Clarity Act, enquanto outros 50 foram contra o avanço das discussões sobre o projeto. Conforme os Republicanos possuem 53 cadeiras no Senado, isso significa que até mesmo políticos do partido de Trump foram contra a proposta.

Republicanos conseguiram somente 49 votos a favor do Clarity Act. Fonte: Senado americano/Reprodução.

No momento desta redação, os resultados oficiais ainda não foram publicados na página do Senado.

Criptomoedas operam em queda após votação do Clarity Act

O mercado já estava esperando uma forte oposição ao Clarity Act e já operava no vermelho antes mesmo do início da votação. A queda se estende após os Republicanos não conseguirem os votos necessários para dar sequência às discussões sobre o projeto.

Dentre os destaques está o Bitcoin, em queda de 3,9%, bem como Ethereum e XRP, que caem 5,2% e 10,2%, respectivamente.

Criptomoedas operam em queda após Clarity Act ser barrado no Senado americano. Fonte: Coin360/Reprodução.

Na Polymarket, as probabilidades de o Clarity Act ser aprovado neste ano caíram para somente 7%, ante 31% nesta segunda-feira (14) e 14% horas antes da votação.

A votação de hoje era sobre o avanço das discussões do projeto no próprio Senado. Embora isso não seja uma rejeição definitiva, os EUA se aproximam das suas eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3 de novembro, diminuindo a janela para uma renegociação do texto e nova tentativa de votação.

Mercado acredita que Clarity Act possui somente 7% de chances de ser aprovado neste ano. Fonte: Polymarket/Reprodução.

Dado isso, o Clarity Act deve voltar a ser assunto somente em 2027.

Oposição afirma que regras de ética foram insuficientes

Comentando seu voto contrário ao Clarity Act, a senadora Elissa Slotkin justificou que as regras de ética previstas no projeto eram insuficientes. Indo além, também apontou preocupações com outros pontos.

Assim como Elizabeth Warren, Slotkin citou a participação do presidente Trump no mercado de criptomoedas.

“Hoje, votei contra o Clarity Act, projeto de lei destinado a regulamentar as criptomoedas nos Estados Unidos. As disposições sobre ética nesse projeto são simplesmente insuficientes. O presidente Trump, seus filhos e seu gabinete estão ganhando bilhões de dólares com o mercado de criptomoedas, em parte tirando dinheiro de americanos comuns que trabalharam duro para conquistá-lo. Não posso, em sã consciência, votar a favor de qualquer legislação que legitime esse comportamento por parte de autoridades públicas. Não para o presidente Trump ou o secretário Lutnick hoje, nem para qualquer democrata que possa se aproveitar disso no futuro. Na área de segurança nacional, há mais a ser feito para garantir que tenhamos as ferramentas necessárias para combater a lavagem de dinheiro e fechar os caminhos de financiamento de terroristas e de países como Coreia do Norte e Irã. Isso foi essencial depois do 11 de Setembro e continua sendo essencial para manter os americanos seguros. E, neste momento, nossas agências, incluindo a CFTC, não têm a supervisão e o pessoal necessários para implementar essa legislação, e isso precisa ser resolvido. Há disposições fortes e bipartidárias neste projeto que poderiam servir como base para uma nova tentativa de estabelecer as regras necessárias para o setor de criptomoedas. Acredito que os Estados Unidos devem liderar o mundo na inovação em criptomoedas, mas precisamos fazer isso da maneira certa. Continuo aberta a trabalhar nesse sentido daqui para frente.”

Senadora americana explica porque votou contra o Clarity Act. Fonte: X.

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Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

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Larissa Monteiro

Larissa Monteiro

Larissa Monteiro integra a equipe editorial do Estrato ESG, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato ESG. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato ESG, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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