ECONOMIA

Rastreamento veicular avança com engenharia de sistemas

O mercado brasileiro de rastreamento veicular passa por um momento de reorganização técnica justamente quando os índices de criminalidade contra…

O mercado brasileiro de rastreamento veicular passa por um momento de reorganização técnica justamente quando os índices de criminalidade contra veículos recuam. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado em 23 de julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos em 2025, queda de 14,3% na comparação com o ano anterior. Mesmo com a retração, a procura por monitoramento não diminuiu: ela deixou de se resumir à localização em mapa e passou a englobar a gestão inteligente de dados, o que exige das centrais de rastreamento uma base tecnológica capaz de sustentar operações em escala nacional. O movimento acompanha um ciclo de crescimento global. Levantamento da Mordor Intelligence estima que o mercado mundial de sistemas de rastreamento veicular, avaliado em US$ 29,6 bilhões em 2025, deve alcançar US$ 60 bilhões até 2030, avanço sustentado por uma taxa composta de crescimento anual de 15,18%. No Brasil, a conectividade de quinta geração (5G) amplia esse potencial: dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que a tecnologia já cobre 64,94% da população e chega a 2.019 municípios, o que viabiliza telemetria avançada, transmissão de vídeo embarcado e análise de informações em tempo real. O interesse pelo segmento não se explica apenas pela segurança patrimonial. O mesmo levantamento citado anteriormente aponta que, mesmo em queda, ainda ocorreram cerca de 845 registros por dia em 2025, o equivalente a um veículo roubado ou furtado a cada um minuto e 42 segundos, o que mantém a proteção de ativos entre as prioridades de frotistas e seguradoras. A esse fator somam-se a expansão do agronegócio, do comércio eletrônico e da logística orientada a dados, que ampliam a procura por monitoramento de máquinas, cargas e frotas em nichos antes pouco explorados, como o transporte de itens de alto valor e o acompanhamento de equipamentos em campo. Estabilidade como condição para escalar Para André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa de engenharia de sistemas voltada a centrais de rastreamento, o setor compreendeu que não dá para sustentar o crescimento sobre plataformas frágeis. Segundo o executivo, muitas operações entravam em colapso ao atingir marcos de mil ou dois mil veículos, quando os sistemas ficavam lentos e os relatórios falhavam, situação que levava o cliente final a cancelar o serviço. Ele avalia que uma arquitetura preparada para distribuir a carga de processamento de forma inteligente, somada a um modelo de cobrança transparente por equipamento cadastrado, tornou-se determinante para que uma central acompanhe a própria expansão sem perder desempenho. “O setor deixou de ver o software como uma simples ferramenta visual de mapa e passou a encará-lo como o motor de continuidade de negócios”, afirma Ota. Na avaliação do executivo, a lógica que orienta o mercado é objetiva: “Sem estabilidade, não há escala; e, sem escala, a central perde competitividade”, acrescenta. Integração entre gestão e campo Outro fator apontado pelo CEO diz respeito à qualidade da instalação física do rastreador, considerada por ele o elo mais sensível de toda a cadeia. De acordo com Ota, recursos voltados à rede de técnicos permitem que o profissional em campo faça um autoteste de instalação e um diagnóstico de comunicação em tempo real antes de liberar o veículo, enquanto o gestor recebe a validação de imediato no escritório. Essa conexão, na análise dele, elimina o retrabalho, diminui as falhas de comunicação e estabelece padrões mais rígidos de instalação, condição tida como indispensável para uma operação que pretende atuar em todo o território nacional. Ao olhar para os próximos anos, o executivo identifica três vetores para o segmento: a consolidação da Internet das Coisas (IoT) em larga escala com o 5G, o uso de inteligência artificial (IA) preditiva no lugar de regras apenas reativas e a descentralização do mercado. Nesse contexto, ele projeta que centrais regionais, apoiadas em plataformas escaláveis, passem a dispor de capacidade tecnológica semelhante à das grandes corporações, com atendimento mais personalizado e resposta mais ágil ao cliente. A análise conecta os elementos que, na visão da empresa, sustentam esse avanço sem comprometer a operação: a estratégia do empresário, a habilidade do técnico instalador e a infraestrutura tecnológica. “Quando essas três pontas estão alinhadas por meio de processos bem definidos e tecnologia de ponta, o crescimento exponencial deixa de ser um risco operacional e se torna o caminho natural e seguro do negócio”, conclui André Luiz Ota. Para mais informações, basta acessar: https://www.ikonn.com.br

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Rastreamento veicular avança com engenharia de sistemas”?
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Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

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