ECONOMIA

Governo Lula diz que aporte de R$ 6 bi nos Correios na PLOA 2027 dará 'estabilidade' à estatal

O governo Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o aporte de R$ 6 bilhões nos Correios na proposta de…

O governo Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o aporte de R$ 6 bilhões nos Correios na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso, dará maior estabilidade à estatal. Os recursos haviam sido confirmados ao Valor pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, nesse sábado (29). “Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e à recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa”, diz nota divulgada neste domingo (30). Ela é assinada por Moretti e pelos ministros das Comunicações, Frederico Siqueira, e da Gestão, Esther Dweck. O compromisso de injetar recursos nos Correios está previsto no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal no ano passado com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional. No documento, os chefes das pastas dizem que têm acompanhado a evolução do Plano de Reestruturação da estatal, lançado em dezembro de 2025. “De lá para cá, a empresa tem tomado medidas para reduzir suas despesas, ampliar sua receita operacional e equacionar seu fluxo de caixa”, diz os ministros. Segundo eles, a “evolução nas contas da estatal só tem sido possível com a garantia de liquidez para os Correios, que tem permitido a recuperação operacional e a melhora no perfil da dívida”. Os Correios vêm passando por uma grave crise financeira há anos. Em 2025, o prejuízo da empresa foi de R$ 8,5 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, o rombo somou R$ 3,16 bilhões, ante perdas de R$ 1,73 bilhão no mesmo período de 2025. A estatal acumulou também 14 trimestres seguidos de prejuízos. Na última quinta-feira (27), em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que “não considera” vender os Correios, e se comprometeu, em um eventual novo mandato, a “recuperar” a estatal. Segundo o presidente, o problema da empresa estatal é que ela “não se adaptou aos novos tempos”.

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Carolina Fischer

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