ECONOMIA

Distrito Federal aciona STF contra gatilhos que reduzem FCDF

O governo do Distrito Federal acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra os gatilhos de contenção de gastos incluídos pelo…

O governo do Distrito Federal acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra os gatilhos de contenção de gastos incluídos pelo governo no projeto de lei que tratou sobre as desonerações dos combustíveis. Esses gatilhos afetam a receita que a União repassa para o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). O projeto de lei, com os gatilhos, foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (28). Os gatilhos também foram acionados para elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027, enviado ontem pelo governo federal ao Congresso Nacional. O FCDF é uma das principais fontes de receita do Distrito Federal. Ele é abastecido com o repasse de recursos da União. O dinheiro é usado para pagar o salário dos policiais do DF, além de alguns gastos relacionados à saúde e educação. Um dos gatilhos limita os gastos com vinculações legais não constitucionais à regra geral de crescimento do arcabouço (alta real de até 2,5% ao ano). Esse gatilho foi acionado para 2027 devido à previsão de déficit para este ano no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas que antecedeu o envio do Ploa. Segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), esse gatilho atinge o FCDF. O outro gatilho acionado desconta do cálculo da Receita Corrente Líquida (RCL) a arrecadação obtida com a comercialização de petróleo e gás natural. Esse gatilho atinge, principalmente, o piso de investimento federal em saúde, mas afeta também o cálculo do FCDF. “Os dois incisos operam cumulativamente. O primeiro limita o crescimento do aporte; o segundo reduz a base utilizada em sua atualização”, diz o GDF na ação protocolada no Supremo. Ainda de acordo com o GDF, somente o primeiro gatilho pode gerar uma perda de receita de R$ 1,8 bilhão para o FCDF. “A ausência de quantificação do efeito adicional do inciso II não reduz a urgência; demonstra que o Fundo poderá sofrer perda ainda superior àquela já identificada”, alega o GDF, citando números calculados pela Instituição Fiscal Independente (IFI). O governo distrital também alega que a redução de receita causada pelos gatilhos é inconstitucional. Na ação, o GDF pede a suspensão integral dos dois gatilhos de contenção de gasto ou pelo menos a perda de eficácia para cálculo do repasse da União ao FCDF em 2027. Também pede que o governo refaça os cálculos para incluir no PLOA um valor de FCDF sem considerar a redução de receita dos gatilhos. Pexels

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Distrito Federal aciona STF contra gatilhos que reduzem FCDF”?
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Larissa Monteiro

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