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Taxas dos DIs fecham em queda após Tesouro dos EUA aumentar operações de recompra

SÃO PAULO, 19 Ago (Reuters) – ⁠As taxas dos DIs fecharam em queda ⁠nesta quarta-feira, acompanhando o movimento observado nos…

SÃO PAULO, 19 Ago (Reuters) – ⁠As taxas dos DIs fecharam em queda ⁠nesta quarta-feira, acompanhando o movimento observado nos mercados de ‌títulos do exterior, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que irá dobrar o tamanho de algumas operações de recompra de ‌títulos.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,9%, ante o ajuste de 13,971% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,66%, ⁠ante ‌o ajuste de 14,779%.

Mais cedo, o Tesouro dos EUA anunciou ⁠a duplicação do volume das recompras de títulos com vencimentos de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação.

A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro a 4 de novembro, foi anunciada um dia ​após uma grande onda de vendas de títulos ter empurrado o rendimento dos títulos de 30 anos para seu nível ​mais alto desde 2007, em meio a temores de uma escalada iminente na guerra dos EUA e Israel contra o Irã e crescentes preocupações com a deterioração do quadro fiscal dos EUA.

‘Esse movimento tirou a pressão no mercado de juros ‌nos EUA e ao redor do mundo, ​inclusive no Brasil’, destacou Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.

Por volta das 16h30, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — ⁠caía 6 pontos-base, a ​4,647%. O retorno ​do papel de 30 anos recuava 9 pontos-base, a 5,193%.

Nesse contexto, a ata da ⁠última reunião de política monetária ​do Federal Reserve, que era aguardada pelo mercado, ficou em segundo plano. Divulgado durante a tarde, o documento mostrou que a preocupação com a ​inflação se aprofundou na reunião do Fed no mês passado, com “vários” formuladores de política monetária dispostos a ​aumentar as taxas de ⁠juros e “muitos” afirmando que um aumento nos custos de empréstimos seria necessário caso a ⁠inflação não caísse para a meta de 2% do banco central dos EUA.

Os agentes, agora, ficarão na expectativa pelos comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, que acontece na próxima semana. Localmente, o noticiário eleitoral segue no foco.

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Gustavo Azevedo

Gustavo Azevedo

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