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MDIC diz que nova restrição da UE ao comércio com o Brasil não deve avançar

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (27) que uma eventual nova…

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (27) que uma eventual nova restrição da União Europeia ao comércio com o Brasil não deverá ser efetivada. Em coletiva de imprensa, ele disse que a avaliação do Ministério da Agricultura é favorável e acrescentou que, se houver nova imposição, a questão poderá ser superada.

Segundo Elias Rosa, o entendimento do governo brasileiro é de que não há razão técnica para a adoção de novas restrições comerciais. “A expectativa do Ministério da Agricultura é favorável, é boa. O Ministério acha que não vai acontecer nenhuma imposição, uma outra imposição de restrições ao comércio com o Brasil. Ou, se ocorrer, a imposição será superada”, declarou.

O ministro também afirmou que, quando houver verificação técnica, ficará demonstrado que não há necessidade para novas barreiras. Na avaliação dele, o Brasil mantém um diálogo “muito proativo” com a União Europeia.

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Na semana passada, foi noticiada uma auditoria da União Europeia na produção brasileira de frangos e mel. O objetivo é averiguar os controles do País sobre o uso de antimicrobianos na produção exportada ao bloco. A medida ocorre após o Brasil ter sido retirado da lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal para a União Europeia.

Elias Rosa relacionou o momento atual ao processo de implementação do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória em maio de 2026. Segundo ele, a fase é de aperfeiçoamento e adaptação. “Esses momentos de indefinição, vamos chamar assim, são naturais nessa fase de implantação de um acordo que é um dos maiores acordos de livre comércio, tarifário, que nós já fizemos no mundo”, disse.

A nova lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal aptos a exportar ao bloco europeu em cumprimento ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia, da qual o Brasil foi retirado, foi validada pela Comissão Europeia e entra em vigor em 3 de setembro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Diego Freitas

Diego Freitas

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