CLIMA & AMBIENTE

Geometria pode ser instintiva: estudo encontra padrão comum entre macacos e humanos

A geometria instintiva une macacos e humanos em um padrão comum, revelando que a noção de formas e espaço é uma herança da arquitetura mental básica dos primatas.

Geometria pode ser instintiva: estudo encontra padrão comum entre macacos e humanos Adobe Stock A intuição geométrica para distinguir formas regulares (ângulos retos, linhas paralelas, etc.) e irregulares tem raízes comuns em humanos e macacos, de acordo com um estudo publicado esta semana no jornal científico Proceedings of the National Academy of Sciences. Graças à sua capacidade de usar ferramentas, lembrar rostos e até mesmo aprender a se comunicar com humanos por meio da linguagem de sinais, os primatas não humanos são considerados algumas das criaturas mais inteligentes do planeta. No entanto, alguns conceitos — como a geometria — tradicionalmente eram considerados além de suas capacidades. Até agora, a ciência acreditava que eles não possuíam intuição geométrica. Experimento com macacos e babuínos Para testar essa teoria, uma equipe de pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, Estados Unidos, ofereceu a dois tipos de macacos — quatro macacos rhesus (Macaca mulatta) e quatro babuínos-oliva (Papio anubis) — petiscos de frutas em troca de sua participação em um jogo de combinação em tela sensível ao toque com formas geométricas bidimensionais. Agora no g1 Os macacos tinham que encontrar a combinação correta de formas com base apenas na semelhança geométrica. “Pareciam fáceis de combinar, mas não eram. Os objetos não tinham características distintivas, nem diferenças significativas de cor, tamanho ou forma”, diz uma das autoras, Jessica Cantlon, neurocientista da Universidade Carnegie Mellon. Crianças e adultos confirmam o padrão Posteriormente, os pesquisadores realizaram o mesmo experimento com 58 crianças em idade pré-escolar e 79 adultos, alguns dos EUA e outros de comunidades indígenas tsimane na Bolívia, a fim de comparar pessoas de diferentes culturas e sistemas educacionais. A análise mostrou que em todos os grupos (as duas espécies de macacos, crianças humanas e adultos) havia uma clara continuidade e semelhança na forma como concebiam a geometria básica. “Macacos, crianças e adultos pareciam pensar sobre relações geométricas essencialmente da mesma maneira. Isso sugere que essas intuições sobre geometria fazem parte da arquitetura básica da mente dos primatas”, destaca Cantlon. “Ao mesmo tempo, indica que as crianças partem de intuições profundas e evolutivamente antigas sobre forma e espaço. Isso implica que a educação pode ser baseada nessas intuições, em vez de tratar a geometria como algo que precisa ser ensinado do zero”, acrescentou a pesquisadora. Um laboratório para estudar a mente animal O novo estudo é apenas o mais recente de uma série de descobertas do laboratório de Cantlon em colaboração com o chamado Portal dos Primatas. Localizado no Zoológico de Seneca Park, em Nova York, o Portal dos Primatas é um projeto colaborativo entre um grupo de cientistas da Universidade Carnegie Mellon e do Instituto de Tecnologia de Rochester para estudar as origens e a natureza do pensamento. Ele apresenta, entre outras coisas, uma tela sensível ao toque com a qual babuínos-oliva em cativeiro podem interagir enquanto realizam suas atividades diárias normais. O Portal dos Primatas oferece acesso aberto a dados, código e vídeos de primatas resolvendo problemas cognitivos, com o objetivo de permitir que estudantes do mundo todo possam analisar a mente animal.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Geometria pode ser instintiva: estudo encontra padrão comum entre macacos…”?
A geometria instintiva une macacos e humanos em um padrão comum, revelando que a noção de formas e espaço é uma herança da arquitetura mental básica dos primatas.
Por que Clima & Ambiente importa agora?
O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Clima & Ambiente. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
Quem edita o conteúdo do Estrato ESG?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato ESG, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://esg.estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://esg.estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://esg.estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato ESG?
Metodologia, ética e transparência estão em https://esg.estrato.cc/metodologia/, https://esg.estrato.cc/etica-editorial/ e https://esg.estrato.cc/politica-editorial/.
Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://esg.estrato.cc/
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Larissa Monteiro

Larissa Monteiro

Larissa Monteiro integra a equipe editorial do Estrato ESG, vertical da rede Estrato, na função de Repórter — Estrato ESG. O escopo permanente de cobertura inclui cobertura editorial de Estrato ESG, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário