CLIMA & AMBIENTE · CONSERVAÇÃO

Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em dez anos

A Amazônia registrou o menor volume de alertas de desmatamento para um primeiro semestre desde o início da série histórica…

A Amazônia registrou o menor volume de alertas de desmatamento para um primeiro semestre desde o início da série histórica do sistema DETER-B, em 2016. Os dados, divulgados pelo INPE, mostram que entre janeiro e junho foram identificados 1.295 km² de áreas sob alerta, uma redução de 32% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado reforça a tendência de queda observada desde 2023. O cenário também foi positivo no Cerrado. Nos seis primeiros meses do ano, o bioma acumulou 3.142 km² de alertas de desmatamento, volume 6% inferior ao registrado no primeiro semestre de 2025. É, ainda, o menor índice desde 2021.

Os números de junho seguem a mesma direção. Na Amazônia, o DETER-B registrou 297,3 km² de áreas desmatadas, frente aos 457,6 km² contabilizados no mesmo mês de 2025, o que representa uma queda de 35%. No Cerrado, a área sob alerta passou de 508,7 km² para 481,5 km², uma redução de 5,3%.

Área desmatada pelo cultivo de soja. Foto: Adriano Gambarini

O DETER funciona como um sistema de monitoramento rápido baseado em imagens de satélite. Seu objetivo é identificar alterações na cobertura vegetal que indiquem possíveis áreas de desmate e, assim, orientar operações de fiscalização. Embora seus dados não correspondam à taxa oficial de desmatamento, calculada pelo sistema PRODES, eles costumam antecipar o comportamento da perda de vegetação nos dois biomas.

Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, os resultados indicam que a redução vem se consolidando ao longo dos últimos anos. “Os números estão mostrando que o processo de redução está sendo cumulativo, redução sobre redução. Então, estamos numa trajetória positiva, tanto na Amazônia como no Cerrado”, afirmou à Folha. Na avaliação do coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, a retomada da fiscalização ambiental pelo governo federal, iniciada em 2023, tem papel central nesse desempenho. Apesar disso, ele ressalta que os níveis de desmatamento continuam elevados e que o desafio agora é tornar essa queda permanente. “O desafio agora é transformar essa redução em tendência estrutural. Chegar a 2030 com o desmatamento em nível residual, algo abaixo de 100 mil hectares [1.000 km²] por ano no país, já seria uma enorme vitória e muito próximo do espírito da meta de desmatamento zero”, disse Azevedo ao Pará Terra Boa.

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Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em dez anos”?
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Diego Freitas

Diego Freitas

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